Isto [1][2] sim, é interessante. Ainda têm muito que fazer para ter a mesma variedade de software que já existe para outras plataformas, mas têm a meu ver um grande ponto a favor: o iPhone, por baixo do capô, é UNIX! e há, por essa razão, uma imensidão de software que pode ser portado mais facilmente.
A Nokia também para lá caminha (lentamente), com o maemo, e há outros com ideias parecidas [3][4].
Morph is a concept that demonstrates how future mobile devices might be stretchable and flexible, allowing the user to transform their mobile device into radically different shapes. It demonstrates the ultimate functionality that nanotechnology might be capable of delivering: flexible materials, transparent electronics and self-cleaning surfaces. Dr. Bob Iannucci, Chief Technology Officer, Nokia, commented: “Nokia Research Center is looking at ways to reinvent the form and function of mobile devices; the Morph concept shows what might be possible”.
Não pude deixar de sorrir ao ler este artigo, onde se afirma que o iPhone tem a jogar a seu favor o facto de trazer como browser o Safari, o qual se baseia no WebKit, já que desta forma existirá bastante software já desenvolvido para Symbian que poderá ser facilmente portado (tendo em conta que as últimas versões do S60 trazem o Nokia Browser, também baseado em WebKit). O inverso também deve ser verdade, as aplicações Web que sejam desenvolvidas para o iPhone também devem facilmente funcionar em Symbian.
Curiosamente, ao contrário do iPhone, há vários SDKs em Symbian, sendo o browser apenas mais uma hipótese. O software que entra nesta última categoria é uma gota no oceano de todo o software que existe para Symbian, por isso, ao apontar o Safari como *o* SDK do iPhone, acho, tristemente, que só conseguirão com que o software existente para iPhone seja sempre um sub-grupo reduzido do que existe para Symbian.
Há quem comece a reparar que, em relação ao iPhone, nem tudo é perfeito [1][2][3]. Do meu ponto de vista, a grande mais-valia do iPhone é difícil de “medir”: a existência do ecrã multi-touch, que é de facto uma mudança de paradigma em termos de interacção com um dispositivo deste género. É na usabilidade que a Apple costuma acertar em cheio, e este caso não deve ser excepção. No entanto, no que toca a funcionalidades concretas, há por aí muitos telemóveis mais capazes. O aparecimento do iPhone foi uma boa notícia, mas vejo-o mais como um passo numa direcção diferente e por explorar (juntamente com um bilhete de aviso às outras marcas, lembrando o que ainda têm para melhorar), do que propriamente uma “revolução” merecedora de todo o hype em que tem estado imerso desde o momento em que foi anunciado (Janeiro?).
A este respeito, o Rui Carmo escreveu um artigo muito bom, comparando a abordagem da Nokia com a abordagem da Apple. Concordo praticamente com tudo, mas há dois pontos que acho discutíveis:
A necessidade de um ecrã-tactil para se conseguir uma boa interacção – Tenho uma certa tendência de fugir dos ecrãs tácteis. A utilização diária de um dispositivo windows mobile há uns tempos atrás ensinou-me que um ecrã táctil não melhora a interacção tanto quanto seria de esperar, sobretudo para as pessoas que sejam proficientes com um teclado de telemóvel normal. Além disso, constitui um ponto sensível do aparelho, que convém proteger de alguma forma. Protecções essas que são um empecilho quando se precisa de tomar alguma acção inesperadamente, como tomar uma nota.
A organização do acesso às funcionalidades é confusa em Symbian – É certo que já uso Symbian desde que apareceu o 7650, por isso posso não ser a pessoa mais isenta para o afirmar, mas não o considero de utilização difícil. Comparativamente com o iPhone, no entanto, pode ser que isto não seja verdade, mas apenas porque as funcionalidades disponíveis no iPhone são muito mais limitadas que noutros telemóveis ;)
Tudo pesado, o Symbian como sistema operativo tem os seus defeitos, mas diria que é o mais versátil que por aí existe. É usado numa série de diferentes modelos e marcas de telemóvel, e existem uma serie de ferramentas de desenvolvimento disponíveis. Acho que se deve a isso a variedade de software disponível, talvez só comparável com a que existe para windows mobile.
Actualização: Esqueçam o meu comentários sobre o ecrã táctil. De alguma forma consegui ler ao contrário o que o Rui escreveu a esse respeito :S
A novidade já tem alguns dias, mas ainda é digna de nota, a última actualização ao software do N800 inclui agora o Skype. São boas notícias para quem costuma ter uma ligação wi-fi sempre à mão.
O N95 é que infelizmente nunca mais desce para preços decentes… O N80 por seu lado, dei com ele a 200 € na Vodafone, o que é bastante tentador…
Acabo de descobrir que o N95 na amazon.de está disponível para pré-encomenda, a um deprimente preço de 709€. Também já me tinha constado noutros sítios que poderia sair a 650€ na europa.
Isto para dizer que quer um como outro são um pouco mais altos do que estava a contar :\.
Relativamente ainda à comparação de preços do meu último artigo sobre este assunto, provavelmente não será a mais justa. O iPhone a este preço só vai estar disponível com um contrato de permanência na Cingular (julgo que de 2 anos). O preço do N95 se chegar a ser vendido bloqueado por alguma operadora também deve descer.
Segundo algumas notícias/rumores o N95 vai ser ser lançado em Fevereiro, em Taiwan pelo menos. Mantenho os dedos cruzados para que chegue cá na mesma altura, senão antes :)
Deixo aqui, já agora, também um vídeo da publicidade televisiva ao N95, que já por aí circula na Web.
Estava eu prestes a decidir-me a partir o mealheiro e ir comprar um N80 e eis que reparo que a Nokia anunciou há pouco tempo uma coisa chamada N95 :| Mais uma adição à sua nseries.
E digo-vos, é algo difícil de descrever… Deixo aqui só algumas das características que me chamaram mais a atenção:
Passei há poucos dias por uma loja da Nokia para “brincar” um pouco com o N80 e com o E61. Ando de olho neles, sobretudo, quando é que os preços descem! :)
As primeiras impressões surpreenderam-me, escreve-se bastante bem no N80 (contrariamente ao que tenho lido), mesmo usando apenas uma das mãos, algo que não consigo fazer com o meu velhinho 7650.
Inesperadamente, não gostei muito da escrita no E61, o teclado querty ajuda, mas os polegares (que são os dedos mais úteis para teclar, se não quisermos pousar o telemóvel numa mesa) parecem não conhecer o sítio das teclas tão bem como os outros dedos o conhecem :) e a falta de escrita inteligente também desorienta um pouco.
Em termos de ecrã, realmente nota-se a diferença de resolução, e o N80 sai claramente a ganhar. O E61 tem um ecrã maior, mas essa vantagem perde-se com a sua resolução, bem mais baixa. Por outro lado, o E61 deve ganhar em tempo de autonomia, mas isso só “no terreno” é que poderia comprovar.
Algo que me desiludiu no N80 foi o facto de não ter a tradicional entrada audio de 3.5mm. Para ligar uns auriculares normais, ou uns auriculares de telemóvel, torna-se necessário um adaptador. Entretanto vi referências a que um adaptador desse género é incluido na caixa, mas ainda não consegui verificar se os vendidos em Portugal também incluem esse acessório. Em qualquer dos casos, a utilização como leitor de mp3 não fica em risco.
Ao procurar mais informações encontrei duas reviews interessantes: N80, E61.
Actualização: Como alguém muito bem referiu, a escrita inteligente simplesmente não faz sentido num teclado querty! De qualquer das formas, no que toca a teclados de telemóvel (ie, pequenos), ainda acho que me arranjo melhor com teclados de menos teclas mas com escrita inteligente. A não ser talvez se se estiver a falar de outro tipo de aparelhometros ;)