Candidaturas ao Mestrado em Engenharia Informática

Bem, é oficial, a minha candidatura ao MEI da FEUP foi aceite; e mal posso esperar para começar :) Ainda não tenho escolhidas as cadeiras, mas deverão andar muito em torno das áreas de Engenharia de Software e Sistemas de Informação.

Vai haver uma segunda fase de candidaturas, de 1 de Agosto a 5 de Setembro, por isso potenciais interessados ainda vão a tempo.

O objectivo do Mestrado em Engenharia Informática da FEUP é promover a excelência da qualificação em aspectos avançados e nucleares da engenharia informática, incluindo os seus fundamentos teóricos, a especificação, projecto, representação, distribuição e exploração de sistemas informáticos e a integração das tecnologias informáticas nos ambientes organizacionais.

O curso é composto por uma componente curricular e pela elaboração de uma dissertação, sendo a primeira composta pelas seguintes áreas científicas:

  • ACSOR - Arquitectura de Computadores, Sistemas Operativos e Redes
  • CTP - Ciência e Tecnologia da Programação
  • ES - Engenharia de Software
  • IM - Interacção e Multimédia
  • SInf - Sistemas de Informação
  • SInt - Sistemas Inteligentes
  • TM - Temas Multidisciplinares

Existem mais informações disponíveis na página do curso e no SiFEUP.

Mais sobre o processo de Bolonha

Tenho tentado informar-me sobre o Processo de Bolonha mas torna-se difícil chegar a conclusões. Apesar de todas as instituições de ensino seguirem as mesmas linhas mestras cada uma tem diferentes propostas de reformulação dos seus cursos.

No entanto, o MCTES e a DGES disponibilizam o fundamental em termos de documentos.

No caso da FEUP, que me toca mais de perto, a reformulação dos cursos parece estar orientada no seguinte sentido:

  • As actuais Licenciaturas vão ser sub-divididas em dois ciclos. O primeiro ciclo, de três anos, confere um diploma que, em teoria, permitiria exercer alguma actividade mas que na prática não pretende conceder todos os conhecimentos necessários ao exercício da Engenharia. O primeiro ciclo passa a tomar o nome de Bacherelato ou Licenciatura, enquanto que o segundo ciclo, de dois anos, não tem um nome próprio mas quando em conjunto com o primeiro ciclo toma a designação de Mestrado Integrado. Na prática, são mantidos os cinco anos de formação.
  • Todos os cursos terão que seguir o sistema de créditos ECTS, como aliás já acontecia. No entanto, apesar da reformulação dos cursos de Licenciaturas em Mestrados Integrados, a quantidade de créditos por curso manter-se-á sensivelmente a mesma.
  • Os actuais Licenciados não ficam com equivalência a Mestrado, no entanto, o número de créditos que têm é equivalente ao número de créditos de quem possua um dos novos Mestrados Integrados.
  • Quem possua actualmente um Mestrado terá um título equivalente a quem o venha a obter por Mestrado Integrado, mas existirá uma diferença de créditos substancial entre os dois.
  • Ainda não é certo que os Mestrados Integrados arranquem já em Outubro, mas os actuais Mestrados devem continuar ainda por, pelo menos, mais um ano lectivo.