Arquivo de Junho, 2006

A língua da Web

Em termos de desenvolvimento de aplicações Web começo a estar um pouco farto de PHP. Não que ele mereça, conheço talvez as suas limitações suficientemente bem para querer arranjar outras formas de desenvolver para a Web, mas também tenho consciência que nenhuma solução resolve todos os problemas (ou seja, o que me deve faltar, na realidade, é de variar no tipo de problemas que geralmente tenho para resolver :)

Também já fiz algumas coisas em JSP em tempos, mas não gostei muito da experiência. Estou certo que o facto de ter arrancado logo à partida com uma plataforma como o struts também não ajudou muito. Em termos de operacionalização achei o Tomcat um pesadelo (não admira que sejam tão poucos os serviços de alojamento a oferecer JSP em comparação aos que oferecem PHP).

Comparando o desenvolvimento que fiz em PHP com o que fiz em Java, consigo ver algumas diferenças. O desenvolvimento em Java resultou num código muito mais estruturado, mas por outro lado teve uma curva de aprendizagem muito mais frustrante. Apesar da separação entre as várias camadas da arquitectura ter sido mais natural que em PHP o código produzido nem sempre foi mais limpo. Entre os dois tenho, ainda assim, preferido PHP, onde consigo ser mais ágil, mesmo usando uma das várias frameworks que por aí existem.

Tudo isto para dizer que me encontro em busca de uma outra forma de desenvolver sítios Web, em que encontre um melhor equilíbrio entre flexibilidade e estrutura. Do que tenho lido, vêm-me à mente Ruby e Python como potenciais candidatos.

Sim, o Linux tira cafés

Ora aqui está uma boa forma de lidar com aqueles nossos conhecidos que, quando confrontados com as inúmeras vantagens do linux nos põe a tradicional pergunta “mas tira cafés?”

One of the most memorable comments about software ever said is whether this or that piece of code can make coffee. Coffee is a world commodity that is second only to oil. Linux DOES make coffee; and it tastes good as well!

Bolonha@FEUP@Público

Saíu no Público uma referência à adopção do processo de Bolonha pela FEUP. Não falam de nada que já não soubesse, mas em todo o caso, pode interessar a quem ande à procura de mais informações.

Sindroma de privação

É triste como já não pego numa linha de código a sério há mais de um mês, e acabo por ficar, ao fim do dia, sempre com aquela sensação de que não produzi nada, o que é decididamente frustante.

Para ajudar à confusão, tenho andando também a planear umas mudanças de vida a médio prazo, que não me tomam muito tempo para já, mas sempre desviam a atenção. Revelo mais detalhes proximamente ;)

Entretanto, e como o tempo não estica, tenho estado muito menos online (o que também se traduz na reduzida escrita de artigos aqui no blog), vamos a ver se mais para o fim do mês isto melhora.

IWSAWC 2006

Vai ter lugar em Lisboa, dia 4 de Julho, a 6th International Workshop on Smart Appliances and Wearable Computing.

O programa sugere muita computação móvel.

This workshop serves as a forum for the exchange of new findings in collaborative technologies and smart appliances deployed in real world environments. We intend to bring together practitioners from academia as well as industry to present their most recent research in these rapidly moving fields. [...] Papers reporting new developments in computing with smart devices such as PDAs, wearable computers, and cellular phones as well as new insights in instrumentation of everyday artefacts and their infrastructures will be invited for presentation.

Identificadores únicos: URLs Vs URIs

Nunca cheguei realmente a questionar o facto de, a partir de determinada altura, todos começarem a chamar aos endereços Web URIs, em vez de URLs (sobretudo no contexto da dita Web 2.0). O que começo a achar é que isso é completamente despropositado.

A razão da mudança, quer-me parecer, foi o facto de os URIs terem associada uma maior carga de “identificador único e imutável“, a qual não será das mais correctas. É um facto que ao falar em URLs ou em URIs não estamos a falar necessáriamente de algo imutável. Um URI é apenas um identificador único, o que significa que identifica um, e apenas um, determinado recurso. As orientações de boa utilização vão no sentido que estes identificadores não devem mudar ao longo do tempo, mas para que consideremos um dado identificador um URI não é, na realidade, fundamental que isso aconteça.

A melhor forma que conheço de evidenciar que um determinado URL não muda ao longo do tempo é chamar-lhe um Permalink (apesar de este ser um termo ainda muito ligado aos blogs). Chamar-lhe URI é acertar ao lado.

A bem dizer, um URL *é* um URI, assim como um URN também *é* um URI.

URI
Identifica univocamente um dado recurso;
URL
Identifica univocamente a localização da existência de um dado recurso;
URN
Identifica univocamente o nome de um determinado recurso.

Mais umas leituras sobre o tema: